quarta-feira, 29 de abril de 2015

Jesus e o Divórcio: Tem gente querendo ser mais santo que Cristo.

Volta e meia os questionamentos retornam. E os divorciados? Casamos eles de novo? Podem tomar a Ceia do Senhor?

Engraçado que muitos pastores que excluem os divorciados da vida da igreja continuam recebendo seu dízimos com alegria.

Um pastor, tradicional, me parece, mandou a seguinte pérola:

“Não faço casamento de divorciados. O princípio divino é ‘até que a morte os separe’. Não posso impetrar uma bênção que não será abalizada por Deus”.

Ai, ai, ai… onde vamos parar com isso?  Vamos fazer o óbvio: consultar a Bíblia.

Jesus fala em Mateus 5:32:

“Eu, porém vos digo que qualquer um que repudiar sua mulher, a não ser por causa da prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”

O Senhor falava sobre casamento. É o contexto da mensagem (Mateus 5:31-32).

Em algumas versões, a palavra ‘prostituição’ vem traduzida por ‘infidelidade’. O que queremos dizer com isso? Que o plano de Deus para nós é o casamento eterno. E isso quer dizer renúncia, sacrifício e perdão. Em Mateus 19:3 os fariseus voltam à carga, perguntando:

“É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” Eles sabiam o que estavam perguntando.

Nos três versículos seguintes (4-6) Jesus mostra o plano de Deus: casamento duradouro, perpétuo. Mas no versículo 9, abre novamente a exceção. Ou seja, o no casamento, segundo a ótica da Palavra que lemos, o casal deve estar preparado para sobreviver a… quase tudo. O que não é uma determinante. Um cônjuge pode, sim, perdoar a traição do outro, visto que todos estamos sob o risco do pecado todos os dias. Jesus não está determinando o divórcio. Mas diz que ele pode, sim, ocorrer em uma excepcional situação específica.

Ou é isso ou querer torcer suas palavras. Mas claro do que ele foi, impossível.

Basta atentar aos termos ‘a não ser por causa…’ (Mateus 5:32) e ‘não sendo por causa…’ ( Lucas 19:6). Ninguém aqui defende o divórcio de ninguém. Mas que ele, o Senhor, abriu a exceção, abriu.

Por outro lado, ele torna o casamento um peso considerável, visto que é inaceitável qualquer outro argumento para o divórcio. Incompatibilidade de gênios, rotina, disputa por poder e distúrbios sexuais, as causas mais comuns de divórcio em nosso tempo, não podem ser aceitas na igreja como argumento para a separação.

A regra possui apenas uma exceção. E nada mais que isso. O que torna, como dissemos, o casamento um peso por vezes difícil de carregar. Os discípulos perceberam isso e disseram:

“Se é assim a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar” (Mateus 19:10).

Ou seja, eles perceberam que, caso a mulher nunca venha a cometer adultério, o casamento dever ser preservado até o fim. Jesus, afinal, investe o casamento de uma importância ainda maior do que a contemplada pela Torá, que permitia o divórcio por motivos indignos diante de Deus e da bênção do matrimônio.

Logo, posso, sim, casar divorciados, se, e somente se, a causa dos divórcios foi aquela prevista por Cristo: adultério.

Não, há, como constatamos, outra situação contemplada no texto.

É isso que temos na Bíblia.

O resto é costume de homens.

Podem criar uma série de malabarismos exegéticos para distorcer o texto.
Mas o que está escrito, escrito está.

Bibliografia:

 Milton Curvina Neto

                    http://estudos.gospelmais.com.br/jesus-e-o-divorcio-tem-gente-querendo-ser-mais-santo-que-cristo.html

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