Seguramente esta foi uma maravilhosa
oportunidade que os apóstolos tiveram: ver cara a cara o Filho de Deus. Eles
viram a “sua glória como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade”. João pode apoiar sua cabeça com toda a confiança contra o peito do
Redentor. Todos podiam falar com Ele, fazer-lhe perguntas, e escutar de seus
lábios a Palavra de Deus.
Mas, outros tempos chegaram, nos quais
“satanás pediu poder para peneirar aos apóstolos como trigo”. Tempos, nos
quais, os apóstolos tiveram que chorar e se lamentar amargamente. Chegou um
momento inclusive, em que não O reconheceram, ainda que com Ele estivessem
falando. Jesus ressuscitado teve que lhes mostrar as marcas dos cravos em suas
mãos e pés. “Mas” – disse o evangelista – “os olhos deles estavam como que
fechados, para que não O reconhecessem”.
O mesmo ainda acontece em nossos dias, e
é muito importante que entendamos isso. Não me refiro aos incrédulos, aos que
não se arrependeram; nem aos que atacam a verdade e negam o que a Bíblia diz.
Falo dos que foram convertidos e são crentes; contra eles o diabo dispara as
suas flechas incendiárias, colocando em dúvida as verdades mais preciosas.
Refiro-me aos que querem firmemente crer em tudo o que a Palavra de Deus diz,
mas não podem. Contra seus desejos e vontade surgem de vez em quando dúvidas e
suspeitas. Que fazer? Neste caso nossa vontade para nada serve, e, tampouco,
nem nenhum arrazoamento humano. A única coisa que podemos fazer é nos
humilharmos debaixo da poderosa mão de Deus. Isso nos ajudará a aprender o que
temos que aprender, ou seja, a nos sujeitarmos à vontade de Deus, e em tudo
depender Dele, confiando em suas boas intenções para conosco.
Assim chegará o momento em que esse
crente tentado, que se manteve fiel sem se desesperar e nem se entregar, verá
tão grandes testemunhos mostrando que a Palavra de Deus é a verdade, que ele se
regozijará de assombro. Será quando o Senhor dirá à sua alma: “Recebe a
vista!”, e Ele dirá a satanás: “Sai fora!”, e à tormenta: “Cala-te e
emudece-te…!”.
Oremos:
Querido Deus, ajuda-nos a usar bem o
descanso semanal, que não foi instituído nem para a preguiça e nem para a
satisfação da carne, senão para que o santifiquemos. Amém.
Bibliografia:
C.O.Rosenius (1816-1868) Nuevo Dia – Trad. Sóstenes Ferreira da Silvahttp://estudos.gospelmais.com.br/aprendendo-confiar-nas-boas-intencoes-de-deus.html

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