A “dracma
perdida” faz parte do conjunto de parábolas que Jesus contou em Lucas 15 para ilustrar o amor de Deus pelos pecadores
indignos. Nas três parábolas, Deus busca o que estava perdido, encontra o que
estava perdido, e celebra com efusiva alegria a recuperação do que estava
perdido. Voltaremos nossa atenção para a parábola da dracma perdida.
Algumas lições merecem destaque:
Em
primeiro lugar, a mulher perdeu algo de valor dentro de casa. Ela perdeu uma
moeda de sua coleção. Das 10 dracmas, perdeu uma, e a perdeu dentro de casa.
Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que
bens são as pessoas. Muitas vezes, por descuido, nós também perdemos
verdadeiros tesouros dentro de casa. Perdemos a comunicação, perdemos a alegria
da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.
Em
segundo lugar, a mulher não se conformou com a perda. A mulher poderia ter se
conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas
em segurança. Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se
conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida. Muitas
vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os
perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurarmos que se perdeu.
Conformamo-nos facilmente com a derrota, como o sacerdote Eli. Preferimos
desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuperar o que
se perdeu.
Em
terceiro lugar, a mulher acendeu a candeia para procurar o que havia perdido.
As casas na Palestina não possuíam janelas. Eram ambientes escuros e
ensombrados. Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se
queremos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma
acender a candeia. A candeia é um símbolo da Palavra de Deus. Precisamos
iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da
Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa
casa.
Em
quarto lugar, a mulher varreu a casa para procurar o que se havia perdido. A
mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve
iniciativa e esforço. Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela
levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro
perdido. Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa
casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser
omissos nem acomodados. Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas.
Não podemos ter medo de desconforto. Há muitos indivíduos que estoicamente
desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua
família. Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na
busca do que se perdeu. Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da
busca não deve nos privar da alegria do encontro.
Em quinto
lugar, a mulher comemorou com grande alegria o encontro daquilo que estava
perdido. A mulher perdeu a moeda no recesso do lar, sob as sombras do
anonimato, mas ela celebrou o encontro da dracma publicamente sob os auspícios
da luz. Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas. As
outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias.
Há festa no céu quando um pecador se arrepende e quando o perdido é encontrado;
também há alegria diante dos homens quando os tesouros que perdemos dentro da
nossa casa são encontrados. É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a
vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos. É tempo de
celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição
das bênçãos de outrora.
Bibliografia:
Pastor Hernandes Dias
Lopes
Colaboração:
Obrigado, minha querida cunhada, pela sua colaboração.
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